Blog feito por estudantes de Psicologia da Unifor para a disciplina de Psicologia da Infância, ministrada pela professora Janara Pinheiro Lopes
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Dica de leitura
Nosso grupo usou este livro para entender melhor as divergências entre Melanie Klein e Anna Freud. Casos vocês queiram ter acesso a este capítulo, ele está xerocado na Bel.
Sinopse da Livraria Cultura: Este livro traz os seguintes tópicos - Análise da fobia de uma criança de cinco anos; Nascimento de uma técnica; Duas correntes em psicanálise de crianças; A psicanálise de crianças na Argentina; A entrevista inicial com os pais; O consultório, o material de jogo, a caixa individual; Problemas técnicos que surgem do seu uso diário; A primeira hora de jogo; Seu significado; Entrevistas posteriores com os pais; Casos clínicos; Conflitos na elaboração do luto; Fragmentos de casos clínicos; Surgimento de ansiedades anal-sadomasoquistas enquistadas por fracassos na lactância; Grupos de orientação de mães; Novas perspectivas na terapia.
Glossário - cisão do objeto
Cisão do objeto
Definição:
Também denominada clivagem do objeto ou ainda splitting do
objeto. Segundo Melanie Klein, a cisão do objeto é um mecanismo do ego
que precede, e em certa medida determina, o tipo de repressão.
Constitui a defesa mais primitiva contra a ansiedade. O objeto, alvo
das pulsões eróticas e destrutivas, cinde-se em objeto "bom" e objeto
"mau", que terão destinos independentes no jogo das introjeções e das
projeções. O termo é empregado de vários modos por diferentes autores:
como a contrapartida de síntese na formação da estrutura psíquica,
como uma descrição das suborganizações patológicas coexistentes da
estrutura psíquica, como um modo de organizar a realidade externa com
base no fato de as experiências específicas anteriores terem sido
"prazerosamente boas" ou "dolorosamente más", e como um mecanismo de
defesa contra sentimentos ambivalentes para com um objeto.
Referência: (Lichtenberg, J.D. & Slap, J.W. - Journal of the American Psychoanalytic Association 21, 1973)
A CRIANÇA E A PSICANÁLISE: O “LUGAR” DOS PAIS NO ATENDIMENTO INFANTIL
Resumo: Este artigo relata o caminho seguido pela Psicanálise infantil desde a primeira tentativa de tratar uma criança por meios analíticos realizada por Freud com o pequeno Hans. Expõe os trabalhos de Anna Freud e Melanie Klein, cujas obras diferem diametralmente sobre a possibilidade de estabelecer com a criança uma relação puramente analítica, e os trabalhos de Françoise Dolto e Maud Mannoni que centram o tratamento na escuta do inconsciente e incluem a posição parental. A partir das linhas de trabalho destas psicanalistas procura refletir sobre a questão de saber se o psicanalista infantil deve ou não receber os pais, ou se estes devem ou não aparecer na cena analítica, valendo-se do suporte teórico da Psicanálise francesa de inspiração lacaniana.
Descritores: Psicanálise da criança. Psicanálise. Tratamento. Crianças. Família.
PARA LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA CLIQUE AQUI
AUTORA: Léia Priszkulnik, do Instituto de Psicologia - USP
Descritores: Psicanálise da criança. Psicanálise. Tratamento. Crianças. Família.
PARA LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA CLIQUE AQUI
AUTORA: Léia Priszkulnik, do Instituto de Psicologia - USP
Psicanálise com crianças: Quando o brincar é dizer
Resumo: Esse trabalho discorrerá acerca de um estudo teórico, uma revisão bibliográfica sobre o brincar e sua função no processo psicanalítico da criança. Será apresentado em dois capitulos. O primeiro capitulo fará alusão a história da psicánalise com crianças, abordando três autores. Começando com Freud e o inicio da abordagem da criança pela psicanálise. O segundo autor a seu abordado é Anna Freud com sua visão pedagógica da psicanálise e em seguida Melanie Klein com sua técnica do brincar é estuda. No segundo capitulo será trabalhado o brincar e sua função na prática psicanalítica com crianças Finalizando o trabalho serão feitas considerações finais e a conclusão.
PARA LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA CLIQUE AQUI
AUTORA: Katlyn Regina Lopes, graduada em psicologia.
Glossário: Posição esquizo-paranóide
Posição esquizoparanóide
Definição:
Termo introduzido por Melanie Klein para indicar
um ponto no desenvolvimento de relações objetais antes de o bebê haver
reconhecido que as imagens da mãe boa e da mãe má, com as quais esteve
relacionado, se referem à mesma pessoa. Conquanto a posição
esquizoparanóide seja contrastada com a posição depressiva (em que são
curadas rupturas na personalidade e no objeto), também existe um
movimento oscilatório entre os dois e, na vida adulta, normalmente se
pode encontrar uma evidência de ambas as posições.
No esquema de desenvolvimento, a posição esquizoparanóide ocorre não importa qual tenha sido o estado de identidade primária que possa ter existido. O "split", ou divisão, a característica da posição esquizoparanóide, não é a mesma coisa que uma "desintegração" do self primário. Nesta última, as várias divisões trazem consigo uma exigência de totalidade e tendem a atuar em direção a uma intensificação da personalidade.
A qualidade da angústia nessa circunstância é paranóide (isto é, o medo do bebê, talvez, de perseguição e ataque). Seu meio de defesa é separar de si o objeto (isto é, uma manobra esquizóide). O bebê divide a imagem da mãe de modo a ficar com as boas e controlar as más versões dela. Também se fende dentro de si próprio em virtude da intensa ansiedade causada pela presença de sentimentos aparentemente irreconciliáveis de amor e ódio. Sugeriu-se que a capacidade de resistir a essa divisão é um requisito prévio para qualquer síntese posterior de opostos. Porém, como enfatizava Jung, em primeiro lugar estes devem ser diferenciados; isto é, separados um do outro.
A posição esquizoparanóide reflete um estilo de consciência que Jung designava por "heróico", pelo fato de que o bebê tende a se comportar de uma maneira superiormente determinada e orientada para o objetivo.
No esquema de desenvolvimento, a posição esquizoparanóide ocorre não importa qual tenha sido o estado de identidade primária que possa ter existido. O "split", ou divisão, a característica da posição esquizoparanóide, não é a mesma coisa que uma "desintegração" do self primário. Nesta última, as várias divisões trazem consigo uma exigência de totalidade e tendem a atuar em direção a uma intensificação da personalidade.
A qualidade da angústia nessa circunstância é paranóide (isto é, o medo do bebê, talvez, de perseguição e ataque). Seu meio de defesa é separar de si o objeto (isto é, uma manobra esquizóide). O bebê divide a imagem da mãe de modo a ficar com as boas e controlar as más versões dela. Também se fende dentro de si próprio em virtude da intensa ansiedade causada pela presença de sentimentos aparentemente irreconciliáveis de amor e ódio. Sugeriu-se que a capacidade de resistir a essa divisão é um requisito prévio para qualquer síntese posterior de opostos. Porém, como enfatizava Jung, em primeiro lugar estes devem ser diferenciados; isto é, separados um do outro.
A posição esquizoparanóide reflete um estilo de consciência que Jung designava por "heróico", pelo fato de que o bebê tende a se comportar de uma maneira superiormente determinada e orientada para o objetivo.
Site relacionado: http://www.redepsi.com.br/portal/modu ... ook/entry.php?entryID=847
Dica de leitura
O Livro da Hanna Segal sobre a obra de Melanie Klein é recomendado para quem quer conhecer melhor a obra da psicanalista e foi bastante utilizado em nosso seminário. Como tem um preço acessível, indicamos para vocês.
Sinopse da livraria cultura: Esta edição, tradução da segunda edição inglesa, revista e
aumentada pela autora, trata de uma síntese dos principais tópicos da
teoria e prática psicanalíticas elaboradas por Melanie Klein, culminando
com uma apreciação original do funcionamento global da psique humana.
Neste estudo, Hanna Segal - um dos nomes mais expressivos da escola
kleiniana - reúne clareza didática e rigor científico à exposição do
assunto, enriquecendo o texto com algumas descrições de sua fecunda
experiência clínica.
Na livraria cultura o livro sai por R$29,00
Cordel sobre Melanie Klein
Descrição: Estudo sobre a vida e obras de Melanie Klein, elaborado pelos alunos da Unifor -Psicologia 2011.1, na forma de cordel (elaborado pelo cordelista Euriano Sales, em cima do texto dos alunos), apresentado em sala de aula, em 26/05/2011.
Profª. Sabrina Matos
Equipe: Ana Celma Landim, Gabriel Uchôa, Fernando Martins, Ícaro Diógenes, Iury Thé, Juanita Maia, Jussara Montenegro, Kariny Bezerra e Ruth Nogueira.
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